terça-feira, 17 de novembro de 2009

Convite...


sábado, 14 de novembro de 2009

O cacho da Acácia...


Há quanto tempo não venho... Já não se dizer se ainda era inverno. Talvez as árvores estivem sem folhas... Agora é primavera. Da varanda, vejo o "choque entre o azul e o cacho de Acácias...". Estou em Caxambu. Dando um tempo, procurando sossego... O dia se aproxima. 30 de novembro... Abertura das apresentações dos projetos experimentais do curso de Jornalismo. A primeira equipe, é a nossa. Assessoria de Imprensa. Incubadora Municipal de Santa Rita do Sapucaí.Quase... Ainda tem a viagem... Porto Seguro, de 06 a 13 de dezembro. Passar o aniversário lá... Quase... Dia 18 é a colação, dia 19, o baile. Quase...

Jornalismo, literário e informativo. E a vida segue assim, repleta de informações. Novidades que se chocam. Compromissos... Os dias parecem leads, se me permitem a "piada interna". O que? Quem? Quando? Onde? Porque?

Cinco perguntas básicas. Nada de literário... Quero mais poesia, quero mais parágrafos. As frases estão tão curtas... Evitando, fugindo. Decisões ainda me aguardam. Agora não, eu preciso de sossego. "Deixa o verão pra mais tarde". Vou sair de férias e só volto em janeiro... Ano que vem, eu decido. Pra onde ir, o que fazer... Por enquanto, quero a primavera e a luz das Acácias... "Você é mãe do sol"

sábado, 17 de outubro de 2009

Sobre essa estação

Ainda não é a última parada. Ainda falta o verão. Mas é bom respirar ar puro. Descer... Um intervalo para a próxima passagem. Pouco tempo. Talvez, se não houver atrasos. Mudanças no clima... Parei. Parei pra pensar e vi que é preciso bem mais. Reparar os estragos. São vários. Os defeitos estão expostos, sobrepostos à transparência. É preciso avaliar o caminho já percorrido, diagnosticar erros, traçar estratégias. Talvez tenha apenas se desgastado com o tempo. Talvez seja mesmo defeito de fábrica. Nessa estação, é preciso ter mapas. Segurança, proteção. Talvez seja caso de se abrir o motor. Desmontar, conhecer as engrenagens. Talvez seja perigoso, ser tão curioso. É pretensioso. Querer perfeição...
Apenas ajustes, para então seguir viagem...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Saudade

Saudade faz parte, saudade que parte, saudade da metade, de quem parte, minha parte.

AG

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Borboleta?


Quero asas de borboleta azul

para que eu encontre

o caminho do vento

o caminho da noite

a janela do tempo

o caminho de mim"

(Desejo - Roseana Murray)




Já consegui as asas. Azul. Brilhante. Tecido. Eu, borboleta. Eu, borboleta? É, será? Quintana revelou o mistério. Fantasia. Falta uma semana. Eu, borboleta. Tô me acostumando com a ideia... É festa! Completa... Ao contrário. Quero encontrar nada não.... Pelo menos não lá

Tudo junto

A casa cala. A noite casa. "Estou acordado e todos dormem", cantou Renato. Cara, cadê você? Todos dormem. Uns dormem pra compensar a noite anterior. Dorme-se, rendendo ao cansaço. Dormem fugindo de contato. Dormiram pra não pensar. Já pensando na hora de acordar. Estou acordada. Acordes de rock. As cordas de Paul. Fiz acordos, rompi tratados. Foi dia agitado. Amanhã é segunda. Também tenho horário. 8 horas. Sem subtrações. Sem pessoas. Só eu, sou eu. São tantas considerações. Impressões. Reflexões. Pensamentos no presente. Futuro perto. Pretérito. Tudo junto. São 4 anos. 3 casas. Substantivos mensuráveis. Alguns se perdem. Talvez. Tudo junto. Todo mundo. Tudo permitido. Tempo... Falta pouco. E ainda falta um tanto...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dia da dependência

Brasil
Amo ou deixo?
Depende da ocasião...
O político
Mentira ou solução?
Sem honra, depende.
Depende do partido.
Acordo, convenção...
O cidadão
Pão ou circo?
Fome, miséria.
Depende de migalhas...
O velho
Fila ou pensão?
Depende
Aposentadoria, já não tem mais servidão.
Dependentes
Necessitados
Dependentes
Viciados...
Droga, prisão.
Liberdade, ainda que tardia.
Ipiranga, salvação.
Aqui é o país do futuro
Que não respeita o próprio passado.
Manchas no livro de História
Desonra aos mártires
Inconfidência, abolição.
É feriado...
Desfile cívico.
Banda, patriotismo.
A platéia depende.
Depende do ingresso
Depende da condução.
Dia da dependência.
Depende-se do tempo.
Depende-se de Deus.
Depende-se de homens.
Depende-se, ainda, de amor.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Free again

Há tempos ando fugindo do papel (ou da tela do computador). Medo, talvez. Medo de pensar na vida e acabar descobrindo problemas. Anda tudo tão bem, então não preciso escrever. Teoricamente... Confesso que prefiro escrever quando a dor está eminente. Alivia... Como eu digo acima, é um tipo de terapia. O que fazer então, quando a felicidade instantânea tem durado alguns dias? É, dá até medo...
Estive pensando em algumas coisas essa semana... Algumas observações impessoais. Eu, sendo a sombra coadjuvante. É a "terceira pessoa", crítica e observadora. Como somos dependentes, quase que ironicamente. Nos julgamos seres preparados e inabaláveis, mas os medos da vida falam mais alto. Medo de estar sozinho em uma casa grande. Medo do afastamento dos amigos. Ter pessoas em volta, é uma forma de se garantir. Mesmo que não resolva nada. Estou dispensando alguns contatos, preferindo a reclusão. Só vamos viver aquilo que realmente vale à pena... Vamos nos apegar à...
Solidão

Pestes, guerras, vulcões.
O mal do século não vem de fora
Anunciada, melancolicamente.
A solidão, inerte e inerente.
Já nascemos com essa condição
Somos humanos, somos únicos.
Indivíduos
Espalhados pelos cantos do mundo.
A vida é a própria solidão
Cada um tem seu caminho
Seus atalhos, suas responsabilidades.
Cada ser sabe a ferida que tem
E o remédio pra curá-la
Isolamento, cárceres privados.
Porque nos privamos da sociedade?
Contatos superficiais, quando existentes.
Mesmo assim, reclama-se.
A cama vazia e fria.
A mesa, que contém apenas um prato.
Os medos proliferam no escuro.
Incertezas...
Falta alguém que nos dê a mão
Falta segurança, falta proteção...
Não nos adaptamos à comunidade...
Egoístas e maus
Deixe o próximo para lá
Ame a si mesmo
Não desvie os olhos
Carregue no máximo, um espelho...
Antropocentrismo individual
Eu, dono do mundo.
Cego e burro...
Também pulo no buraco
Também sigo calado
Com os muros invisíveis
No terreno da solidão
.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

As saudades

Instantânea...
Anda solta no olhar
Prestes a se despedir
Perde-se na vontade.
O abraço a consumir
Como o vento, sem o tempo.
Dissolvem-se os terrenos
Perenes, efêmeros
A saudade sufoca...
Não tem hora, nem razão.
Saudade longe...
Não tem data, previsão.
Curta a distância
O mesmo espaço
Longe porém, o coração...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sangue, suor e lágrimas

Descobri que não valemos nada diante de algo ainda mais frágil do que nós. A vida. Um fio fraco, pronto para se arrebentar a qualquer instante. Um acidente, um descuido qualquer e pronto. Vemos-nos diante de pedaços, outrora ligados. Faltam peças que se encaixem. Faltam explicações convincentes. Sobram suspeitas mal formuladas. Por seres humanos, ignorantes e prepotentes. Só algo em comum: A dor. O medo e o sentimento ainda sem nome. Saudade? Não. Não há como sentir saudade daquilo que ainda não vivemos. A família agora se une diante de três líquidos irresolutos: Sangue, suor e lágrimas...

O sangue, uma morte inesperada. É difícil se conformar com algo tão inusitado. As incoerências... Assusto-me com mais uma contradição da vida. Um acaso inerente ao próprio ser humano. Estamos vivos, por enquanto. Assusta saber que na próxima esquina, poderemos ser interrompidos. Quem decide a hora de ir? Já estava escrito que seria assim?

Perguntas intermináveis. A cabeça gira rápido, tentando compreender a situação. Pensar cansa. Agir cansa. Ficar sem dormir, cansa. Enfrentamos frio, insônia, sol forte, caminhada. O corpo enfim tem o descanso necessário. Entrega-se, já sem suor, ao sono sem sonhos. Saída momentânea da realidade. Quando acordarmos, a dor continuará. Este é um breve intervalo.

A dor continua ultrapassando os limites físicos... Choros, sussurros, soluços. A lágrima é a expressão da alma. É o sangue incolor de um coração dilacerado.Tem aqueles que não conseguem segurar. Tem aqueles que choram escondidos. Tem os que não choram. Estes sofrem mais, acredito eu.

Somos inúteis, eu sei. O desconhecido é poderoso. Chega sem pedir, vai sem se explicar. A morte invade moradas, abre feridas... Ainda não estamos prontos para lidar com algo certo, algo da nossa natureza. Não fazemos nada certo, não sabemos nada sobre a morte. Não sabemos nem como viver...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Aos MEUS amigos

"Oh I get by with a little help from my friends
Gonna try with a little help from my friends
I get high with a little help from my friends
Yes I get by with a little help from my friends"

Os versos tão repetidos na música dos Beatles se encaixam perfeitamente em um dia como esse. 20 de julho, designado por alguém, como o dia do amigo. São tantos textos prontos sobre amizade, é só jogar no google. Muitos já tentaram definir essa relação antiga... Eu não vou me deter a isso, quero apenas agradecê-los. Reverenciar essa "little help" tão presente no cotidiano. Amigos antigos, amigos novos... Não consigo imaginar a minha vida (ou de qualquer outra pessoa), sem amigos. Companheiros de vida... Para alguém que nasceu filho único, como eu, os amigos são realmente irmãos que eu escolhi pra mim!
Aos amigos de Caxambu. Foram as primeiras noções de amizade e um grupo seleto que me acompanhou na adolescência...
Taminie, Grasi, Letícia, Michele, Iolanda, Ana Elisa, Ju, Nathara, Débora, Bia...
Aos amigos da faculdade... Pessoas incríveis que eu levarei pro resto da vida:
Túlio, Cintia, Dani, Nara, Bruna...
Aos amigos de todo dia.... A convivência é um grande teste
Carol, Lígia, Fernanda, Danilo
Aos homens, amigos, com quem tenho proteção e um grande carinho
Virgilio, Valmir, Leonardo, Andrew, Victor, Jonatas, Julio
Aos meu amigos de sangue, já que amigo é casa...
Richard, Ruanna
Ao meu amigo de alma:
Cezar
"A vocês o meu muito obrigado
Crescimento, construção...."
A todos esses, um sincero: FELIZ DIA DO AMIGO